População do Alto e Vale do Acre teme risco de desabamento da Ponte José Augusto

Moradores, empresários, caminhoneiros e produtores rurais do Alto e Vale do Acre demonstram grande preocupação com a atual situação da Ponte José Augusto, que liga os municípios de Brasileia e Epitaciolândia, sobre o Rio Acre. Comentários que circulam intensamente nas redes sociais e em grupos de WhatsApp da região apontam para um possível risco de desabamento da estrutura.

De acordo com relatos da população, a ponte apresenta sinais visíveis de desgaste acentuado, especialmente na cabeceira do lado de brasiléia. Vídeos, fotos e comentários publicados nas redes sociais reforçam o temor de que a estrutura não suporte o tráfego de veículos pesados, como carretas carregadas, podendo ocorrer um acidente grave a qualquer momento.

A principal preocupação é que, ao receber uma carga excessiva, a ponte possa sofrer um colapso justamente na cabeceira localizada no município de Brasileia, colocando em risco vidas humanas e causando sérios prejuízos econômicos à região.

A situação se agrava com a chegada do período de inverno amazônico. Caso a invernada seja intensa, há o receio de que a força das águas comprometa ainda mais a base da ponte, podendo isolar completamente o tráfego entre Brasileia e Epitaciolândia — hoje dependente exclusivamente dessa travessia.

A população aguarda com urgência a construção da nova ponte de concreto, prevista para ser erguida acima da atual Ponte José Augusto, que é uma estrutura metálica com muitos anos de existência. Apesar de o Departamento de Estradas de Rodagem do Acre (Deracre) ter concluído as cabeceiras e entregue a nave da nova ponte ao DNIT para a continuidade das obras do anel viário, os trabalhos estão paralisados há mais de um ano.

O anel viário, que deveria funcionar como rota alternativa, segue inacabado e em estado de abandono, sem previsão clara de retomada ou inauguração. Segundo moradores, o ritmo das obras é extremamente lento, gerando insegurança e revolta.

Enquanto isso, cresce o medo de que um desastre possa acontecer a qualquer momento. A população cobra providências urgentes dos órgãos competentes para evitar o isolamento da região e garantir a segurança de quem depende diariamente da ponte para trabalhar, transportar mercadorias e se deslocar entre os municípios.

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