Por Conexão Acre News | Rádio Alto Acre
O Consórcio Estadual de Resíduos Sólidos do Estado do Acre vem intensificando as ações para a implantação definitiva da coleta seletiva nos 22 municípios do estado. O trabalho, que segue as diretrizes da Lei Federal nº 12.305/2010, tem como foco principal a educação ambiental, a estruturação dos municípios e o fortalecimento das parcerias institucionais.
Em entrevista concedida na capital Rio Branco aos amigos da Rádio Alto Acre e do jornal Conexão Acre News, o diretor-geral do consórcio, Emerson Leão, detalhou o andamento das ações e os desafios enfrentados para colocar o sistema em pleno funcionamento.
“Estamos trabalhando muito. O consórcio envolve os 22 municípios do Estado do Acre e, apesar das realidades diferentes, o nosso objetivo é o mesmo: implantar a coleta seletiva e a educação ambiental de forma efetiva”, destacou Emerson.
Apoio institucional e atuação do Tribunal de Contas
Segundo o diretor, o consórcio tem contado com o apoio fundamental do Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC). Recentemente, uma reunião foi realizada com a presidente da Corte, conselheira Dulce, e com o conselheiro Paulo Anco, além da presença do prefeito de Acrelândia, Olavinho.
“Quero agradecer o apoio que estamos recebendo do Tribunal de Contas. Essa parceria é essencial para que possamos avançar de forma segura e dentro da legalidade”, afirmou.
Educação ambiental como base do projeto
Um dos pilares do trabalho desenvolvido pelo consórcio é a implantação da educação ambiental nas escolas, conforme determina a legislação federal.
“A lei é clara: a educação ambiental precisa estar na grade curricular, da mesma forma que matemática, português, história e geografia. Começando pelo ensino básico, principalmente nos municípios”, explicou Emerson Leão.
Para isso, equipes do consórcio estão percorrendo todas as regiões do estado. Recentemente, foram 12 dias de trabalho intenso no Vale do Juruá. Agora, as ações se concentram na região do Baixo Acre, com previsão de chegada ao Alto Acre a partir da próxima semana.
“Nós sentamos com prefeitos, secretarias de Meio Ambiente e de Educação para construir tudo junto. Cada município tem uma realidade diferente, e por isso esse trabalho exige muita presença e diálogo”, reforçou.
Resultados práticos já começam a aparecer
Alguns municípios já apresentam resultados positivos. É o caso de Rodrigues Alves, que está à frente no processo de coleta seletiva.
“Rodrigues Alves já tem galpão estruturado e cooperativa funcionando. Em apenas 28 dias, foram arrecadadas sete toneladas de papelão. Imagine o potencial de municípios maiores como Sena Madureira ou Brasiléia”, destacou o diretor.
Além do papelão, materiais como PET e outros recicláveis também representam grande potencial econômico e ambiental para os municípios acreanos.
Estrutura técnica e parcerias nacionais
Para fortalecer ainda mais as ações, o consórcio está em fase de contratação de uma equipe técnica especializada, incluindo engenheiro ambiental, engenheiro sanitarista e biólogo, que irão prestar suporte direto às prefeituras.
O Consórcio Estadual de Resíduos Sólidos do Acre também mantém parcerias estratégicas com outras experiências bem-sucedidas no país, como o Consórcio Cizan, de Rondônia, e um consórcio público de Timbó, no Vale do Itajaí (Santa Catarina).
“Não adianta inventar roda. A coleta seletiva é lei federal. O consórcio veio para somar, agilizar e ajudar os municípios a cumprir essa obrigação”, afirmou Emerson.
Planejamento para 2026
Além das ações em andamento, o consórcio já trabalha na elaboração de um plano de trabalho para o exercício de 2026, consolidando o diagnóstico dos resíduos sólidos em todo o estado e planejando os próximos passos.
“Hoje a gente domina a situação dos resíduos sólidos no Acre. O trabalho é contínuo, mas os resultados estão aparecendo”, concluiu.
