Nos horários de entrada e saída das aulas, especialmente nos turnos da manhã e da tarde, o movimento de veículos na avenida em frente à escola é intenso. O grande fluxo de carros, motocicletas e outros veículos transforma o momento em um verdadeiro desafio para os estudantes que precisam atravessar a via.
Risco constante para os estudantes
A cena se repete todos os dias: centenas de alunos saindo do colégio ao mesmo tempo, tentando atravessar a avenida em meio ao trânsito pesado. Apesar da existência de faixa de pedestres, nem todos os motoristas respeitam a sinalização, aumentando ainda mais o risco de acidentes.
Pais e responsáveis relatam preocupação constante com a segurança dos filhos. Sem a presença de um agente de trânsito para orientar motoristas e garantir a travessia segura dos estudantes, o perigo é diário.
Segundo moradores e testemunhas, a situação se torna ainda mais crítica nos horários de pico, quando o fluxo de veículos aumenta consideravelmente.
Falta de agentes de trânsito
Um dos principais pontos levantados pela reportagem é a ausência de agentes do DETRAN no local para controlar o trânsito nos horários de entrada e saída dos alunos.
A presença de um guarda de trânsito poderia organizar o fluxo de veículos, orientar os motoristas e garantir mais segurança aos estudantes que precisam atravessar a avenida.
De acordo com relatos colhidos pela reportagem, o problema não ocorre apenas no Colégio Fontenelle de Castro. Situação semelhante também foi registrada no Colégio Minino Jesus, outro estabelecimento de ensino da cidade que enfrenta dificuldades parecidas.
Críticas à atuação do DETRAN em Brasileia
Moradores e motoristas também levantaram críticas à atuação do DETRAN no município. Segundo denúncias recebidas pela reportagem, enquanto falta fiscalização voltada à segurança no trânsito em áreas escolares, as ações do órgão estariam concentradas principalmente em operações de apreensão de veículos.
Outro ponto questionado é o destino desses veículos apreendidos. Eles são levados para um pátio de uma empresa terceirizada, onde, segundo relatos, ficariam expostos ao sol, à chuva, lama e mato, sem qualquer tipo de cobertura ou proteção adequada.
Proprietários afirmam ainda que, além das taxas consideradas altas, os veículos acabam se deteriorando enquanto permanecem no local.
De acordo com informações repassadas à reportagem, caso o proprietário não consiga regularizar a situação e retirar o veículo dentro do prazo de 90 dias, ele pode acabar sendo levado a leilão.
Reclamações chegam ao governo do estado
Diante das situações relatadas, moradores e pais de alunos pedem providências das autoridades estaduais. A principal reivindicação é a presença de agentes de trânsito nos horários de maior movimento nas proximidades das escolas.
Para a comunidade, a medida poderia evitar tragédias e garantir maior segurança aos estudantes.
A reportagem também ressalta que a crítica não é direcionada ao governo estadual como um todo, mas sim à necessidade de correções em pontos específicos da administração do Ciretran no município.
Apelo por providências antes que ocorra uma tragédia
Pais e moradores afirmam temer que apenas um acidente grave possa provocar mudanças na situação.
Enquanto isso não acontece, estudantes continuam enfrentando diariamente o desafio de atravessar uma avenida movimentada sem qualquer tipo de apoio de agentes de trânsito.
A população pede que o poder público olhe com mais atenção para a segurança nas proximidades das escolas, garantindo proteção aos alunos e tranquilidade às famílias.
Reportagem:
Rádio Alto Acre e Jornal Conexão AC News
Diretamente de Brasileia – Acre.
