O que está acontecendo no campo brasileiro precisa ser dito com todas as letras: há uma violência silenciosa sendo cometida contra quem trabalha, produz e coloca comida na mesa do país. Fiscais do IBAMA invadem propriedades rurais como se estivessem lidando com criminosos. Chegam com helicóptero sobrevoando baixo, pressão psicológica, intimidação, exigências absurdas e total desprezo pela história de quem vive e trabalha naquele chão. Não há diálogo. Não há humanidade. Há apenas força e medo.
O produtor rural não é bandido. É trabalhador. É o homem do campo que acorda cedo, que enfrenta sol, chuva, dívidas e riscos para produzir alimento — inclusive para aqueles que hoje o tratam como inimigo.
O que se vê nessas ações é covardia. Covardia contra quem está dentro da própria terra, estudando, trabalhando, tentando fazer o que é certo. Covardia contra famílias inteiras que construíram uma vida ao longo de décadas.
Estamos falando de sonhos de 25 anos sendo arrancados à força. De heranças construídas com suor, passadas de pai para filho. De homens que morreram trabalhando naquela terra. Pais que infartaram no campo, dando a própria vida pelo que hoje é tratado como se não valesse nada.
Quando o Estado age dessa forma, ele não está apenas levando máquinas ou bens. Ele está levando o futuro. Está tirando algo dos filhos, das famílias, das mães que trabalham juntas, das pessoas simples que só querem viver do próprio esforço.
Não se pode chamar isso de fiscalização justa. Isso é perseguição. É abuso de poder. É um Estado que escolhe separar “os indivíduos” e esmagar justamente quem produz.
O Brasil precisa decidir de que lado está. Do lado da burocracia fria, distante da realidade do campo? Ou do lado de quem trabalha, produz e sustenta este país?
Porque atacar o produtor rural é atacar a base da nação.
E isso, sim, é uma grande covardia.
