Mesmo com o inverno amazônico ainda no começo, moradores da
zona rural de Brasiléia enfrentam sérias dificuldades para trafegar pelos ramais do município. Vias importantes como o Ramal do 59, Ramal do 13, Linha 9, Ramal do Porogaba e Ramal da Eletra, entre outros, já se encontram em estado crítico, com trechos praticamente intrafegáveis.
Segundo relatos de moradores, a situação é marcada por lama, buracos profundos, atoleiros e erosões, que impedem a passagem de carros, motos e até veículos pesados. Em alguns pontos, carros ficam atolados por horas, comprometendo o transporte de alimentos, o acesso à cidade e até o atendimento de serviços essenciais.
“Tá tão ruim que até o carro da concessionária de energia elétrica tem dificuldade de passar. Se eles, que têm carro traçado, sofrem, imagine o povo que depende de moto”, relatou um morador do Ramal do 59.
Cobrança direta ao prefeito
A população rural cobra providências do prefeito Carlinhos do Pelado, que assumiu a gestão de Brasiléia em 1º de janeiro de 2025.Os moradores afirmam que compreendem que o inverno traz dificuldades naturais, mas lembram que existe um período inteiro de verão justamente para que sejam feitas melhorias preventivas.
“A gente entende que é inverno, mas o verão serve pra isso: arrumar ramal, levantar os pontos críticos, colocar bueiro. Agora o inverno começou e já tá desse jeito. E ainda tem muita chuva pela frente”, afirmou um morador da Linha 9.
A preocupação aumenta porque, segundo os próprios moradores, o inverno está apenas no início, e a tendência é que a situação piore com o aumento do volume de chuvas.
“Se agora, no começo, já tá assim, imagina como vai ficar daqui a um mês. Vai isolar famílias, vai faltar transporte escolar, vai prejudicar todo mundo”, disse outro agricultor do Ramal do Porogaba.
Sonho realizado para uns, pesadelo para outros
Além das cobranças por ações imediatas, moradores também relembram uma fala do prefeito Carlinhos do Pelado durante seu discurso de posse, quando mencionou seu sonho de ser prefeito e suas dificuldades financeiras pessoais. Para quem vive nos ramais, no entanto, a realidade atual tem outro significado.
Página Especial – Do sonho à frustração nos ramais “Durante seu discurso de posse como prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2025, mencionou seu sonho era de ser prefeito. Para moradores da zona rural, o que era um sonho pessoal acabou se transformando em frustração coletiva.
“Parece que o sonho dele se realizou, mas para nós, moradores dos ramais, virou um pesadelo. A gente não consegue sair de casa direito, não consegue trabalhar, não consegue viver”, desabafa um produtor rural do Ramal da Eletra.
Página Especial – Do sonho à frustração nos ramais
“Durante seu discurso de posse como prefeito de Brasiléia, Carlinhos do Pelado, que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2025, mencionou seu sonho era de ser prefeito.
Para moradores da zona rural, o que era um sonho pessoal acabou se transformando em frustração coletiva.
“Parece que o sonho dele se realizou, mas para nós, moradores dos ramais, virou um pesadelo. A gente não consegue sair de casa direito, não consegue trabalhar, não consegue viver”, desabafa um produtor rural do Ramal da Eletra.
População pede planejamento e respeito
Os moradores reforçam que não pedem luxo, mas planejamento, manutenção contínua e respeito com quem vive e produz no campo. Eles destacam que os ramais são fundamentais para a economia local, pois é por eles que passam a produção agrícola, o transporte escolar e o acesso à saúde.
“O povo do ramal não quer milagre, quer estrada que dê pra andar. O inverno sempre vem, todo ano, e todo ano é a mesma coisa”, concluiu um morador do Ramal do 13.
Até o momento, a Prefeitura de Brasiléia não se pronunciou oficialmente sobre um cronograma emergencial de recuperação dos ramais citados.
