O prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), visitou nesta segunda-feira (5) o abrigo municipal que acolhe imigrantes e refugiados na capital acreana e reafirmou o compromisso da Prefeitura com o atendimento humanitário às famílias estrangeiras, principalmente venezuelanas, que chegaram ao Acre nos últimos anos em busca de melhores condições de vida.
Durante a agenda, o gestor destacou que, somente em 2025, o abrigo já realizou mais de 2.100 atendimentos a venezuelanos, número que, segundo ele, não inclui os migrantes que apenas passam pelo estado em trânsito para outras regiões do país.
“São pessoas que deixaram tudo para trás por causa da situação difícil em seu país. A prefeitura sempre procurou estender a mão, dar carinho e acolher esses irmãos como seres humanos, oferecendo um tratamento digno e respeitoso”, declarou o prefeito.
Responsabilidade federal, impacto local
Bocalom ressaltou que o acolhimento a refugiados e migrantes é, em grande parte, uma atribuição do governo federal, mas afirmou que a prefeitura tem assumido esse papel para garantir que as famílias recebam o mínimo necessário enquanto buscam regularização e apoio social.
“O município não pode fechar os olhos. São famílias em situação de vulnerabilidade extrema. É nosso dever acolher como seres humanos”, reforçou.
Rede de apoio envolve municípios da fronteira
O prefeito também citou o apoio de prefeituras da região de fronteira, como Assis Brasil e Epitaciolândia, que contribuem no suporte inicial aos imigrantes antes da chegada a Rio Branco.
Segundo ele, a dinâmica migratória no Acre exige articulação regional, já que parte dos estrangeiros entra pela fronteira e segue viagem ou busca abrigo na capital.
Casos de idosos e pessoas com deficiência aumentam complexidade do atendimento
Durante a visita, Bocalom mencionou relatos de idosos, crianças, e pessoas com deficiência que passaram pelo abrigo, destacando a complexidade do acolhimento e a necessidade de uma rede integrada para atendimento social, de saúde e documentação.
“Não são apenas pessoas jovens. São famílias, idosos, pessoas que precisam de ajuda imediata. Isso exige estrutura, equipe e apoio”, afirmou.
Expectativa de retorno ao país de origem
O prefeito também comentou sobre a possibilidade de parte dos imigrantes retornar ao país de origem caso haja mudanças políticas e sociais que garantam estabilidade.
“Todo mundo quer viver no seu país, junto da sua família. A nossa esperança é que essas pessoas possam, um dia, voltar para casa com dignidade”, concluiu.
Abrigo segue funcionando com apoio municipal, estadual e federal
A Prefeitura de Rio Branco informou que o abrigo continua em funcionamento com apoio municipal e parcerias institucionais, oferecendo alimentação, atendimento social, além de encaminhamento para serviços de saúde e documentação, garantindo suporte emergencial para migrantes e refugiados acolhidos na capital.
