abril 27, 2026 Pastor Eleizeu assume desafio de humanizar o Hospital Regional do Alto Acre e promete diálogo com servidores e população

Pastor Eleizeu assume desafio de humanizar o Hospital Regional do Alto Acre e promete diálogo com servidores e população

O pastor Eleizeu assumiu a gestão do Hospital Regional do Alto Acre com a missão de recuperar a confiança da população e melhorar o atendimento prestado aos moradores de Brasileia, Epitaciolândia, Assis Brasil e demais comunidades da região. Em entrevista ao radialista Zezinho Moraes, ele afirmou que aceitou o convite feito pela governadora Maísa Assis mesmo enfrentando limitações de saúde, por entender que o momento exige compromisso e responsabilidade.

Segundo Pastor Eleizeu, a governadora o chamou logo após assumir o governo e pediu apoio direto para “humanizar o hospital regional de Brasileia”. O novo gestor lembrou que já atuou na unidade durante o período da Covid-19, como gerente administrativo, e disse que só aceitou retornar agora por acreditar que terá apoio direto do alto escalão do governo.

Durante a entrevista, Eleizeu destacou que o hospital possui bons profissionais, mas reconheceu a existência de problemas estruturais, administrativos e humanos que precisam ser enfrentados. Ele afirmou que sua postura será de diálogo, mas também de cobrança.

“Não queremos generalizar. Temos ótimos profissionais dentro do hospital. Infelizmente, alguns deixam a desejar. Mas é nossa função dar oportunidade de mudança, ajudar, entender e fazer com que o hospital sirva de apoio no momento da necessidade”, declarou.

Entre os principais pontos citados, estão a ampliação dos serviços de diagnóstico, o fortalecimento do laboratório, a busca por especialistas, a melhoria do quadro funcional e a retomada da confiança da população. Eleizeu também anunciou que, nos próximos dias, deve ocorrer a inauguração do serviço de tomografia, após ajustes estruturais, e destacou a chegada da ressonância magnética como um avanço fundamental para a região.

O gestor lembrou que a implantação do tomógrafo no hospital foi resultado de articulação feita ainda quando Maísa atuava como senadora. Segundo ele, o equipamento reduziu de forma significativa a necessidade de deslocamentos de ambulâncias para Rio Branco, especialmente em casos de acidentes com suspeita de trauma.

Eleizeu também explicou que a ressonância magnética deverá evitar que pacientes do Alto Acre precisem viajar longas distâncias para realizar exames pelo SUS. Para ele, o serviço representa economia, dignidade e mais rapidez no diagnóstico.

Outro ponto abordado foi a necessidade de ampliar o atendimento especializado. O gestor reconheceu que a falta de médicos especialistas é um dos gargalos da unidade. Ele afirmou que já tratou do assunto com o secretário estadual de Saúde, José Bestene, e que há sensibilidade do governo para buscar soluções.

O pastor também defendeu a valorização dos servidores e disse que pretende construir uma gestão de parceria. Ele citou a mobilização dos trabalhadores contra a tentativa de terceirização do hospital e afirmou esperar que a mesma união seja usada agora para melhorar a unidade.

“Da mesma forma que eles se reuniram para que aquilo não acontecesse, eu quero acreditar que estarão unidos para mudar o cenário do hospital”, afirmou.

Eleizeu também pretende retomar parcerias com as prefeituras da região. Ele revelou que já pediu agenda com o prefeito de Brasileia, Carlinhos, para discutir cooperação com o hospital, lembrando que, em sua gestão anterior, manteve diálogo com administrações municipais de Brasileia e Epitaciolândia.

Sobre exames laboratoriais, o novo gestor explicou que o Hospital Regional do Alto Acre possui um dos laboratórios mais completos do estado, mas que a população muitas vezes desconhece como o serviço funciona. Segundo ele, exames coletados em postos de saúde são processados dentro do próprio hospital regional. Ele disse que pretende melhorar a comunicação com a sociedade e ampliar a capacidade de atendimento.

Eleizeu encerrou a entrevista afirmando que trabalhará com o sentimento de que o hospital precisa estar pronto para atender qualquer pessoa, independentemente de condição social.

“Na hora da doença, não tem dinheiro que resolva tudo. O que nós temos é o Hospital Regional do Alto Acre. Por isso, precisamos melhorar ao máximo essa unidade”, concluiu.